Quais são as cores da reciclagem?

O sistema de cores que identifica os resíduos sólidos foram criadas para facilitar a compreensão da população sobre a importância de se dar uma destinação adequada para cada tipo de resíduo. Nem todo o resíduo pode ser descartado no lixo comum e grande parte ainda pode ser reciclado.

Conjunto de lixeiras de coleta seletiva coloridas ao ar livre, identificadas para metal (amarelo), plástico (vermelho), vidro (verde), resíduos orgânicos (marrom) e papel (azul).
Lixeiras de coleta seletiva. Foto: Vinícius Lapa / Ecologia em Destaque.

As cores foram definidas da seguinte forma:

AZUL: papel/papelão

  • Jornais e revistas
  • Folhas de caderno e papel sulfite
  • Caixas de papelão
  • Envelopes
  • Cartolinas e papel de embrulho
Não são recicláveis os papéis engordurados, papel higiênico, guardanapos usados.

VERMELHO: plástico

  • Garrafas PET
  • Sacolas plásticas
  • Embalagens de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza
  • Tampas plásticas
  • Copos descartáveis
Plásticos muito sujos ou contaminados com resíduos perigosos podem são ser reciclados e dificultar o processo. Alguns tipos de plásticos, especialmente os classificados como tipo 7, podem não ser aceitos em alguns pontos de coleta comercial ou voluntário.

VERDE: vidro

  • Garrafas de bebidas
  • Potes de alimentos
  • Frascos de perfumes
  • Vidros de conserva
Espelhos e vidros temperados geralmente não entram na reciclagem. As lâmpadas não entram na reciclagem comum e devem ser separadas.

AMARELO: metal

  • Latas de alumínio (refrigerante, cerveja)
  • Latas de aço (milho, ervilha)
  • Tampas metálicas
  • Pregos e parafusos
  • Panelas sem cabo

PRETO: Madeira

  • Pedaços de madeira
  • Pallets
  • Caixotes
  • Serragem limpa
  • Restos de móveis de madeira

LARANJA: resíduos perigosos

  • Pilhas e baterias
  • Lâmpadas fluorescentes
  • Embalagens de agrotóxicos
  • Tintas, solventes e vernizes
  • Produtos químicos
Esses itens devem ser destinados a pontos de coleta específicos.

BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde

  • Seringas e agulhas
  • Luvas descartáveis usadas
  • Gaze e algodão contaminados
  • Curativos
  • Materiais perfurocortantes
São materiais utilizados em ambientes de saúde e que já contam com coleta especializada. Esses materiais não são recicláveis e são, geralmente, enviados para a incineração.

ROXO: resíduos radioativos

  • Materiais contaminados com radiação
  • Rejeitos de medicina nuclear
  • Resíduos de laboratórios radiológicos
Gerados apenas em ambientes controlados e especializados.

MARROM: resíduos orgânicos

  • Restos de alimentos
  • Cascas de frutas e legumes
  • Borra de café e filtro
  • Folhas e restos de poda
  • Casca de ovo
A reciclagem destes itens pode ser feita em casa por meio de compostagem.

CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.

  • Papel higiênico usado
  • Fraldas descartáveis
  • Absorventes
  • Espelhos e cerâmicas
  • Materiais sujos ou contaminados

Quem definiu as cores no Brasil?

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), objetivando organizar minimamente um sistema de reciclagem no Brasil, editou a Resolução Nº 275 em 25 de abril de 2001. Esse documento definiu as cores que devem representar os diferentes tipos de resíduos, facilitando a identificação dos materiais por coletores, transportadores e a própria população.

O uso das cores é obrigatório para os entes públicos, devendo ser adotado em programas e companhas informativas de coleta seletiva e de educação ambiental. Para a iniciativa privada, cooperativas, escolas, igrejas, organizações não governamentais e demais entidades interessadas, a adoção é facultativa. Ainda assim, o padrão de cores se difundiu rapidamente e hoje está presente na em todos os pontos de coleta seletiva do país.

Por que reciclar?

A destinação adequada dos resíduos sólidos é extremamente importante para evitar diversos problemas ambientais. Quando o lixo é incinerado, há liberação de gases que intensificam o efeito estufa. Já o descarte em lixões - infelizmente ainda comuns - provoca a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

Mesmo quando o resíduo é destinado corretamente a aterros sanitários, ainda há geração de subprodutos, como o chorume, que precisam de tratamento específico. Ou seja, o lixo é um problema diário que muitas vezes passa despercebido no momento do descarte.

A reciclagem tem papel fundamental na mitigação desses impactos e na gestão dos resíduos sólidos. Quando os materiais não podem mais ser reutilizados, muitos deles ainda podem ser reciclados.

O processamento adequado do que seria lixo reduz o volume enviado a aterros e lixões e diminui a pressão sobre os ecossistemas, pois reduz a extração, o beneficiamento, o transporte e o consumo de novas matérias-primas.

Vinícius Lapa

Bacharel em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas); Tecnólogo em Gestão Pública pela UNIP (Universidade Paulista); Pós-graduado em Gestão Ambiental pela UNIP (Universidade Paulista).

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