O sistema de cores que identifica os resíduos sólidos foram criadas para facilitar a compreensão da população sobre a importância de se dar uma destinação adequada para cada tipo de resíduo. Nem todo o resíduo pode ser descartado no lixo comum e grande parte ainda pode ser reciclado.
![]() |
| Lixeiras de coleta seletiva. Foto: Vinícius Lapa / Ecologia em Destaque. |
As cores foram definidas da seguinte forma:
AZUL: papel/papelão
- Jornais e revistas
- Folhas de caderno e papel sulfite
- Caixas de papelão
- Envelopes
- Cartolinas e papel de embrulho
VERMELHO: plástico
- Garrafas PET
- Sacolas plásticas
- Embalagens de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza
- Tampas plásticas
- Copos descartáveis
VERDE: vidro
- Garrafas de bebidas
- Potes de alimentos
- Frascos de perfumes
- Vidros de conserva
AMARELO: metal
- Latas de alumínio (refrigerante, cerveja)
- Latas de aço (milho, ervilha)
- Tampas metálicas
- Pregos e parafusos
- Panelas sem cabo
PRETO: Madeira
- Pedaços de madeira
- Pallets
- Caixotes
- Serragem limpa
- Restos de móveis de madeira
LARANJA: resíduos perigosos
- Pilhas e baterias
- Lâmpadas fluorescentes
- Embalagens de agrotóxicos
- Tintas, solventes e vernizes
- Produtos químicos
BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
- Seringas e agulhas
- Luvas descartáveis usadas
- Gaze e algodão contaminados
- Curativos
- Materiais perfurocortantes
ROXO: resíduos radioativos
- Materiais contaminados com radiação
- Rejeitos de medicina nuclear
- Resíduos de laboratórios radiológicos
MARROM: resíduos orgânicos
- Restos de alimentos
- Cascas de frutas e legumes
- Borra de café e filtro
- Folhas e restos de poda
- Casca de ovo
CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.
- Papel higiênico usado
- Fraldas descartáveis
- Absorventes
- Espelhos e cerâmicas
- Materiais sujos ou contaminados
Quem definiu as cores no Brasil?
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), objetivando organizar minimamente um sistema de reciclagem no Brasil, editou a Resolução Nº 275 em 25 de abril de 2001. Esse documento definiu as cores que devem representar os diferentes tipos de resíduos, facilitando a identificação dos materiais por coletores, transportadores e a própria população.
O uso das cores é obrigatório para os entes públicos, devendo ser adotado em programas e companhas informativas de coleta seletiva e de educação ambiental. Para a iniciativa privada, cooperativas, escolas, igrejas, organizações não governamentais e demais entidades interessadas, a adoção é facultativa. Ainda assim, o padrão de cores se difundiu rapidamente e hoje está presente na em todos os pontos de coleta seletiva do país.
Por que reciclar?
A destinação adequada dos resíduos sólidos é extremamente importante para evitar diversos problemas ambientais. Quando o lixo é incinerado, há liberação de gases que intensificam o efeito estufa. Já o descarte em lixões - infelizmente ainda comuns - provoca a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.
Mesmo quando o resíduo é destinado corretamente a aterros sanitários, ainda há geração de subprodutos, como o chorume, que precisam de tratamento específico. Ou seja, o lixo é um problema diário que muitas vezes passa despercebido no momento do descarte.
A reciclagem tem papel fundamental na mitigação desses impactos e na gestão dos resíduos sólidos. Quando os materiais não podem mais ser reutilizados, muitos deles ainda podem ser reciclados.
O processamento adequado do que seria lixo reduz o volume enviado a aterros e lixões e diminui a pressão sobre os ecossistemas, pois reduz a extração, o beneficiamento, o transporte e o consumo de novas matérias-primas.
