2026 começa com conta de luz mais barata: bandeira tarifária verde em janeiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que o mês de janeiro de 2026 terá BANDEIRA TARIFÁRIA VERDE, o que significa que não haverá cobrança adicional nas contas de energia elétrica dos consumidores brasileiros.

Desde abril de 2025, quando foi acionada a bandeira amarela, os consumidores vinham pagando um valor extra na conta de luz, reflexo do aumento nos custos de geração de energia no país, que variam conforme a bandeira tarifária vigente.

Torres de Energia - Foz do Iguaçú PR - Foto de Tânia Rêgo para a Agência Brasil
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil.

A mudança para a bandeira verde foi possível devido ao retorno do período chuvoso nos meses de novembro e dezembro. Os volumes de precipitação contribuíram para a manutenção dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que produzem energia mais cara e mais poluente. Ainda assim, especialistas alertam que o país enfrenta um cenário de chuvas abaixo da média histórica.

O último boletim de impactos divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) indicou a possibilidade de agravamento da seca nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentram  reservatórios de importantes usinas hidrelétricas.

Bandeiras Tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias existe desde 2015 e conta com quatro faixas de cobrança. Seu objetivo é trazer mais transparência aos custos da conta de luz e incentivar o consumo consciente de energia, especialmente em períodos de escassez hídrica, quando é necessário acionar usinas termelétricas.

  • BANDEIRA VERDE: indica que existem condições favoráveis para a geração de energia, sem cobrança adicional.
  • BANDEIRA AMARELA: sinaliza condições ficaram menos favoráveis, com acréscimo de R$ 0,01885 por quilowatt-hora (kWh) consumido.
  • BANDEIRA VERMELHA (Patamar 1):  aponta condição mais custosa, acrescendo R$ 0,04463 por kWh.
  • BANDEIRA VERMELHA (Patamar 2): demonstra condição ainda mais custosa, com um aumento de R$ 0,07877 por kWh consumido.

Vinícius Lapa

Bacharel em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas); Tecnólogo em Gestão Pública pela UNIP (Universidade Paulista); Pós-graduado em Gestão Ambiental pela UNIP (Universidade Paulista).

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