Queimadas caem 51% no Brasil em 2025, menor número desde 2018

O Brasil registrou 136.248 focos de queimadas em 2025, uma queda de 51% em relação a 2024, quando as detecções por satélite somaram 278.299 ocorrênciasOs dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam o menor número anual de queimadas desde 2018.

Queimada em bairro residencial de Serra Negra (SP), com fogo e fumaça próximos a casas.
Queimada atinge bairro residencial de Serra Negra (SP), em 8/9/2025. Foto: Vinícius Lapa / Ecologia em Destaque.

Por estados

Das 27 unidades federativas, 20 registraram redução no número de focos de queimadas. Os maiores destaques foram:

  • Mato Grosso do Sul (-85%)
  • Amazonas e Roraima (-82%)
  • Mato Grosso (-78%)
  • Acre (-74%)
  • São Paulo (-72%)
  • Pará (-67%)

Outros sete estados apresentaram aumento, sendo seis deles na região NordesteBahia (+32%), Ceará (+9%), Maranhão (+6%), Pernambuco (+13%), Piauí (+11%), Rio Grande do Norte (+1%) e Rio Grande do Sul (+2%).

Por região

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste foi a única a registrar aumento nas queimadas, com alta de 11%.

O Centro-Oeste apresentou a maior redução percentual (-74%), enquanto, em números absolutos, a região Norte registrou queda de 67%, passando de 125.529 focos em 2024 para 40.922 em 2025.

O Sudeste, que em 2024 havia registrado o maior número de queimadas desde 2010 — impulsionado pelo recorde histórico no estado de São Paulo, com aumento de 423% entre 2023 e 2024 — conseguiu reduzir 51% dos focos em 2025. Em São Paulo, a queda foi de 72%.

A região Sul apresentou redução mais modesta, de 19% nas ocorrências.

Por bioma

O Pantanal, que em 2024 sofreu intensa devastação causada pelo fogo, registrou queda de 95% nos focos de queimadas em 2025.

Em situação oposta, os Pampas, no extremo sul do país, apresentaram aumento de 65% nos registros.

A Caatinga teve crescimento de 15% nas queimadas, enquanto o Cerrado apresentou redução de 31%.

A Mata Atlântica (-42%) e a Amazônia (-69%) também registraram quedas expressivas.

Vinícius Lapa

Bacharel em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas); Tecnólogo em Gestão Pública pela UNIP (Universidade Paulista); Pós-graduado em Gestão Ambiental pela UNIP (Universidade Paulista).

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